
O Tribunal Superior Eleitoral reuniu, nesta terça-feira, representantes do presidente Lula e de seu adversário, Flávio Bolsonaro, para adverti-los sobre a disputa de recursos judiciais envolvendo o uso das redes sociais na campanha para o segundo turno.
Os dois lados se acusam mutuamente de espalhar informações falsas na internet e apresentaram um número recorde de pedidos de remoção de conteúdo, com gigantes da tecnologia, como Meta e Google, no centro das denúncias.
Em nota, o TSE informou que alertou os representantes das campanhas de que a “judicialização eleitoral” representa um “risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate entre candidatos”.
Foram registrados 162 recursos judiciais no TSE após o primeiro turno, mais que o triplo do total contabilizado no mesmo período das eleições de 2022.
Uma das controvérsias envolve o canal de WhatsApp chamado “Exército de Lula”, com mais de 4 milhões de seguidores e criado pelo deputado André Janones.
O canal motivou, nesta semana, decisões contraditórias do TSE, após uma denúncia da campanha de Bolsonaro sobre uma suposta disseminação de desinformação na plataforma, pertencente à Meta.
Segundo o grupo político de Bolsonaro, foram divulgadas, entre outras informações, alegações de que o candidato cortaria benefícios sociais. A campanha de Lula nega as acusações.