
Na Cisjordânia, colonos israelenses voltaram a atacar palestinos durante a colheita de azeitonas.
De acordo com jornalistas da Reuters que estavam no local, cerca de 80 colonos, vestidos de preto e mascarados, desceram de uma colina na sexta-feira em direção ao olival da vila de Abu Falah.
Alguns carregavam galões de combustível.
Eles incendiaram oliveiras e atiraram pedras contra os moradores da vila.
Imagens gravadas por testemunhas mostram uma fotojornalista do Washington Post sentada no chão após ser agredida por colonos israelenses.
Eles também apedrejaram os profissionais da imprensa.
Os moradores recuaram para o sopé da colina e responderam os ataques.
Mesmo após a chegada das forças israelenses, a violência continuou.
Soldados dispararam gás lacrimogêneo em direção aos palestinos.
Também foi possível ouvir tiros de munição real.
Um fotógrafo da Reuters viu pelo menos um colono armado atirando.
Os colonos israelenses também atearam fogo a três carros usados na colheita das azeitonas.
Segundo equipes médicas palestinas, ao menos duas pessoas ficaram feridas.
A violência de colonos contra palestinos aumentou desde o início da temporada de colheita.
Segundo a organização israelense Yesh Din, que monitora assentamentos, houve pelo menos 170 ataques registrados desde 27 de setembro.
O aumento da violência coincide com a rápida expansão dos assentamentos endossada pelo governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
A Cisjordânia abriga cerca de 500 mil colonos israelenses e mais de 3 milhões de palestinos.
Órgãos da ONU e a maior parte dos países consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional.
Israel rejeita essa interpretação e afirma que o território é disputado, e não ocupado.