
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato a um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na disputa, participaram no domingo do primeiro debate na televisão, a uma semana do segundo turno.
Com mais ataques pessoais do que propostas, o encontro logo ficou acalorado.
Em determinado momento, Lula se afastou de Flávio e afirmou querer “distância de miliciano”, em uma referência aos supostos vínculos do senador de direita com grupos que controlam grandes áreas do Rio de Janeiro.
O candidato da extrema direita respondeu que era melhor mesmo o petista ficar longe, porque sua “carteira” poderia ser “roubada”. Em seguida, mostrou uma anotação na palma da mão com a palavra “corrupto”.
Lula cobrou explicações sobre uma investigação por suspeita de corrupção envolvendo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas Flávio evitou responder.
O senador também atacou Lula, mencionando um caso de suspeita de corrupção envolvendo o filho do presidente.
Jair Bolsonaro foi citado diversas vezes durante o debate. Em um dos momentos, Flávio perguntou a Lula por que tantos presos o apoiaram nas eleições.
O presidente respondeu que queria todos os votos, inclusive o do pai de Flávio, preso por tentativa de golpe.
Na saída do debate, Lula lançou um desafio ao adversário.
“Para saber quem é quem nesse país, acho que está na hora, depois de tanto Vorcaro, depois de tanta quadrilha na presidência, depois de tanta acusação, de a gente provar ao povo quem é quem. E a única arma que eu tenho para provar isso é abrir o meu sigilo bancário, o meu sigilo telefônico, e ele faça o mesmo. Aliás, eu me dispus a fazer da minha família inteira, e ele que faça da família dele. Que a gente vai ver qual é a família que pratica o roubo nesse país.”
Flávio venceu o primeiro turno com 47% dos votos, contra 45% de Lula.
Os dois voltam a se enfrentar no domingo para definir quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos.