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Casa do Açaí retoma capacitações para batedores
Após breve pausa durante o Círio, trabalhadores voltam a receber formação gratuita, com orientações, licenciamentos e fiscalizações. Cerca de 2.250...
20/10/2026 00h09
Por: Redação Fonte: Agência Belém

O açaí faz parte da rotina, da cultura e da mesa de milhares de pessoas, além de movimentar uma cadeia produtiva que reúne produtores, batedores artesanais, comerciantes e outros trabalhadores em Belém. Para contribuir com a qualidade e a segurança do alimento, a Casa do Açaí retoma, nesta semana, as aulas decapacitação para batedores artesanais, com atividades àsterças e quintas-feiras, das 14h às 18h.

Em Belém, o trabalho é realizado pelaCasa do Açaí, setor da Diretoria de Vigilância Sanitária (Devisa), vinculada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). Criada em 2015, a unidade atua no cadastro de batedores artesanais, na oferta decapacitações teóricas e práticas, na fiscalização, na coleta de amostras para análise laboratoriale na orientação aos manipuladores, além de prestar atendimento à população.

Conhecimento e oportunidade

Um dos principais serviços oferecidos pela Casa do Açaí é acapacitação gratuita para manipuladoresde açaí. As formações apresentam as boas práticas previstas no Decreto Estadual nº 326/2012, que estabeleceregras para o processamento artesanaldo fruto.

Desde o início da atual gestão,mais de 2 mil batedores de açaí já foram qualificadosem Belém. A Prefeitura tem como meta chegar acerca de 5 mil profissionais capacitados até o fim do ano. As formações também podem atender pessoas que ainda pretendem começar a trabalhar com a venda do produto.

Ao final da capacitação, o participante recebe aCarteira Digital de Manipulador de Açaí, comvalidade de um ano, como comprovação da formação.

Para Heron Rocha, 57 anos, que trabalha há 32 anos com açaí no Mercado Municipal da Pedreira, buscar conhecimento também significamelhorar o próprio negócio. Ele acompanha a Casa do Açaí desde o início e passou a contribuir com as atividades práticas das capacitações.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Ascom Sesma

Três caminhos para quem trabalha ou compra açaí

A atuação da Casa do Açaí pode ser entendida em três frentes principais:capacitar, orientar e acompanhar.

  1. Capacitar: oferece formação gratuita, teórica e prática, para manipuladores que já trabalham ou pretendem trabalhar com açaí artesanal.
  2. Orientar e regularizar: a equipe presta informações aos profissionais, realiza cadastramento, orienta sobre boas práticas e atua no processo de licenciamento sanitário dos estabelecimentos.
  3. Acompanhar e ouvir a população: a Casa do Açaí realiza inspeções, coleta amostras para análise, fiscaliza pontos de venda e recebe denúncias sobre possíveis irregularidades.
    O trabalho também chega às feiras, mercados e ilhas de Belém. A equipe pode realizar ações de monitoramento, cadastramento e fiscalização em diferentes regiões do município.
Foto: Reprodução/Agência Belém

Um fruto que movimenta trabalho e renda

A dimensão do açaí vai muito além do consumo diário. O Pará responde pormais de 90% da produção nacionale a cadeia envolve diferentes etapas, desde a retirada do fruto até o transporte, beneficiamento e comercialização.

Segundo dados do Dieese, a cadeia já chegou a envolver entre200 mil e 300 mil pessoasno estado, considerando trabalhadores de diferentes etapas. Atualmente, poucomais de 4 mil empregos formaisestão diretamente registrados na cadeia, segundo a avaliação apresentada pelo supervisor técnico do Dieese/PA, Everson Costa, mestre em Economia.

Para ele, o açaí já ultrapassou as fronteiras do consumo local e passou a ocupar espaço também nos mercados nacional e internacional.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Ascom Sesma

Everson destaca que o período de maior oferta costuma ser aguardado pelos consumidores e, também, pelos batedores, que podem aproveitar o aumento das vendas para melhorar a margem e se preparar para a entressafra.

Consumidor também faz parte do processo

Além de oferecer serviços aos manipuladores, a Casa do Açaí tambémorienta a população. O consumidor pode buscar informações, comunicar possíveis irregularidades e contribuir para que a Vigilância Sanitária identifique pontos que precisam ser vistoriados.

Para Willa Mara Gonçalves, 26 anos, moradora de Icoaraci e consumidora frequente de açaí, a atenção começa no próprio ponto de venda.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Jonas Vila

Aparticipação da populaçãoé uma das frentes de divulgação da Sesma. A ideia é ampliar o conhecimento sobre os serviços públicos disponíveis e facilitar o contato entre consumidores, trabalhadores e a Vigilância Sanitária.

Informações e Serviços

Capacitações

Dias: Terças e quintas-feiras

Horário: Das 14h às 18h

Retorno das aulas: Nesta semana

Inscrições

Documentos necessários: documento de identidade e comprovante de residência.
Inscrição: https://visabelem.net/manipulador/inscricao

Após a inscrição, o participante deve aguardar o contato da equipe por telefone ou e-mail com as informações sobre a participação na capacitação.

Licenciamento sanitário

Quem trabalha com a venda de açaí também pode iniciar o processo de licença de funcionamento pela plataforma da Vigilância Sanitária de Belém: https://visabelem.net/

A documentação varia conforme a situação do estabelecimento, como pessoa física, MEI ou pessoa jurídica. A relação completa está disponível na plataforma.

Fiscalização e orientação

A Casa do Açaí realiza cadastramento de batedores artesanais, inspeções sanitárias em pontos de venda, coleta de amostras para análise no Laboratório Central (Lacen), ações em feiras e mercados, monitoramento nas ilhas, análise de rotulagem e orientação aos profissionais.

Onde buscar atendimento

Casa do Açaí – Devisa/Sesma
Travessa Bom Jardim, 370 – Cidade Velha
Atendimento: das 8h às 16h
WhatsApp: (91) 98520-1887
Telefone: (91) 3251-4219
E-mail: casadoacai.sesma@gmail.com

Para denúncias e manifestações

Ouvidoria do SUS: (91) 3251-4207
Disque Saúde 136
WhatsApp: (91) 98400-8247
E-mail: ouvidoriasusbel2009@gmail.com

A Casa do Açaí recebe denúncias, realiza a apuração das informações e pode elaborar relatórios técnicos e adotar as medidas previstas na legislação sanitária quando são identificadas irregularidades.

Texto:Jonas Vila, estagiário sob supervisão da Ascom/Sesma.