Manifestantes se reuniram na segunda-feira em frente à sede da Meta, em São Paulo, para cobrar explicações da empresa sobre supostas interferências no processo eleitoral brasileiro.
O ato ocorreu poucos dias antes do segundo turno da eleição entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro.
A polêmica ganhou força após a campanha de Lula afirmar que sua conta e publicações no Instagram sofreram restrições.
O jornal Folha de São Paulo também informou que mensagens internas da Meta reconheciam essas limitações e indicavam que a plataforma recomendou o perfil de Bolsonaro e seu canal no WhatsApp a usuários.
A Meta afirmou que enfrentou falhas técnicas globais e negou qualquer viés político.
A empresa declarou como falsa qualquer sugestão de favorecimento a um dos lados.
Entre os participantes do protesto estava Daniela Silva, ex-funcionária da empresa.
"Eu saí da META no começo de 2025. Aconteceu um evento muito importante na empresa naquele momento, porque o Mark Zuckerberg fez uma declaração de que ia voltar atrás em várias políticas de integridade da empresa. E também declarou que ia se aliar ao governo Donald Trump, que ia começar naquele momento, para garantir que países como o Brasil, países da América Latina deixassem de regular as suas tecnologias, indo na direção contrária dos interesses econômicos da empresa. Para mim, esse tipo de intervenção cruzava uma linha ética muito importante."
A programadora Veronyka Gimenes questionou as promessas da empresa sobre proteção dos processos eleitorais.
“A gente vê o Mark Zuckerberg, desde 2018, prometendo cuidar bem do nosso processo eleitoral, isso começou no Senado americano. Essas promessas tem falhado seguidamente. Então nós somos muito céticas sobre essas promessas, somos muito céticas sobre os diagnósticos também, que acontecem sobre esses processos que acabam por sim interferir nas nossas eleições."