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Iêmen registra mais de 250 mil deslocados internos desde agosto
A ONU afirmou nesta terça-feira (20) que mais de 250 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde agosto. A organização pediu a abertura de acesso humanitário a Taiz, cidade no oeste do país cercada pelos houthis desde o início de outubro.
21/10/2026 14h41
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
AGENCIA FRANS PRESS

Mais de 250 mil pessoas foram deslocadas no Iêmen desde agosto. O número foi divulgado nesta terça-feira pela ONU, que pediu a abertura de acesso humanitário à cidade de Taiz, no oeste do país, cercada pelos houthis desde o início de outubro.

“Estamos profundamente preocupados com o agravamento da situação de deslocamento no Iêmen. O número de deslocados já ultrapassou 250 mil, em comparação com o último dado calculado, de 213 mil. Esses números se referem ao período até 17 de outubro e, conforme ouvimos de nossos colegas sobre a situação em Taiz, isso é particularmente preocupante, pois a cidade está acolhendo cerca de metade dos novos deslocados.”

As Nações Unidas alertaram para o fechamento, pelos houthis, da única via de abastecimento que liga Taiz a Aden. A situação expõe os civis a graves perigos, bloqueia a ajuda humanitária e dificulta o acesso a bens de primeira necessidade.

À medida que os combates se aproximam das áreas densamente povoadas da cidade, a entidade alerta que os riscos para os civis aumentam consideravelmente.

“Há 12 hospitais em Taiz que têm combustível suficiente para cerca de quatro dias. A cidade também enfrenta um déficit diário de oxigênio, enquanto 115 dos 127 medicamentos essenciais têm estoques suficientes para cerca de uma semana ou menos.”

O Iêmen voltou a mergulhar na guerra em julho, após vários anos de relativa calma, em meio ao conflito regional desencadeado no fim de fevereiro pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Os houthis, apoiados por Teerã e que até então controlavam grande parte do norte do país, incluindo a capital, Saná, avançaram em poucos dias pela costa ocidental.

Desde então, a Arábia Saudita tem bombardeado com frequência áreas controladas pelos combatentes no Iêmen. Em represália, os houthis atacaram alvos em território saudita, incluindo o aeroporto da capital, Riade.