
Os protestos franceses chegaram à Grécia.
Estudantes, professores e funcionários foram às ruas nesta quarta-feira em Atenas, Tessalônica e Patras para denunciar o custo de vida e as deficiências do sistema educacional, em um movimento semelhante ao observado na França nas últimas semanas.
“A solidariedade com a França e a inspiração que surge das marchas e das manifestações em massa que estão ocorrendo lá neste momento — e, mais amplamente, em toda a Europa — são muito importantes, porque mostram justamente que a luta existe e continua.”
“Precisamos de educação; é disso que precisamos, educação e arte. Somente isso pode nos salvar. Este é um mundo cheio de violência e crime, e acredito sinceramente que vale a pena o esforço de atribuir valor, dinheiro e investimento à educação.”
Os manifestantes reivindicam o aumento dos gastos públicos com educação na Grécia.
Segundo dados da Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, o país destinou 3,3% do PIB ao setor em 2023, abaixo da média da União Europeia, de 4,7%.
O sindicato dos funcionários públicos também pede aumento salarial e apoio substancial aos docentes.
Em setembro, a inflação na Grécia chegou a 5,1%, ficando entre as mais altas da zona do euro, enquanto a média foi de 3,8%.