
As campanhas dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro, do PL, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, formalizaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral as autorizações para a quebra de seus respectivos sigilos.
O aval para a abertura dos dados foi apresentado à Corte Eleitoral após um acordo entre as equipes dos presidenciáveis. Os dados ainda não foram disponibilizados publicamente.
As entregas dizem respeito a procurações que estavam pendentes. Os documentos são necessários para autorizar o acesso a dados de terceiros, uma vez que nenhum dos candidatos pode consentir com a quebra de sigilo em nome de outras pessoas.
Na petição apresentada por Flávio, a campanha afirma ter cumprido integralmente o acordo firmado entre as equipes e fornecido todas as autorizações exigidas, incluindo a referente à Alcazar Holding, empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz e investigada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro. A Polícia Federal suspeita que Flávio era sócio de Tomaz no negócio.
No documento, a equipe do senador também criticou a iniciativa de Lula de propor a quebra dos sigilos, que classificou como puramente política. Flávio também cobrou do presidente a divulgação de informações sobre os gastos com o cartão corporativo.
Já a campanha de Lula diz ter entregado à Corte, na noite de ontem, todos os dados aos quais consegue ter acesso, incluindo informações sobre o cartão corporativo do presidente e de seu assessor Marcola, além de agendas, planos de voo e dados do Gabinete de Segurança Institucional. As informações, porém, não foram tornadas públicas.