
O corregedor-geral eleitoral e ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta sexta-feira que a Meta e o X apresentem uma série de esclarecimentos e relatórios técnicos sobre o uso de inteligência artificial, a distribuição de conteúdos políticos e a veiculação de anúncios eleitorais nos perfis de candidatos. O prazo para a entrega do material é de 24 horas.
A decisão foi tomada no âmbito de uma ação movida pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede uma investigação sobre um suposto favorecimento das plataformas à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Entre os esclarecimentos determinados à Meta estão relatórios que mostrem se perfis ligados a Flávio e ao deputado Nikolas Ferreira receberam tratamento privilegiado, ajustes de ranqueamento ou exceções às regras normais de recomendação.
O ministro também pediu explicações sobre os critérios adotados pela empresa para a ordenação de GIFs e a sugestão de hashtags no Instagram e no WhatsApp.
O corregedor determinou ainda que a Meta submeta à revisão humana, caso isso ainda não tenha sido feito, a remoção do vídeo de divulgação do episódio “Flavinho de Papai”, da série Revelando, retirado do Instagram sob a justificativa de uso de inteligência artificial.
Ao X, o ministro exige um relatório sobre os critérios e filtros aplicados pela inteligência artificial Grok em solicitações sobre os candidatos. Também questiona se a ferramenta gera conteúdos político-eleitorais sem uma solicitação direta.