
Os gastos com logística no Brasil devem alcançar a marca de 2,2 trilhões de reais em 2026, segundo estudo do ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain).
O montante equivale a 16,1% do PIB brasileiro e representa o maior patamar estrutural desde 2022, de acordo com o instituto.
O levantamento considera os custos de movimentação, armazenagem e financiamento de estoques no país.
Para Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS e responsável pela pesquisa, o avanço dos gastos acompanha o ciclo de aperto da política monetária. Ou seja, a manutenção da taxa de juros em patamar elevado tem contribuído para o aumento dos custos no setor logístico.
“Com a Selic nesse patamar, o capital imobilizado em mercadoria deixou de ser um custo secundário e passou a pesar de forma estrutural no resultado das empresas. Não é apenas o volume de estoque que explica a alta, mas também o custo de carregá-lo”, disse Lima.
Do ponto de vista das empresas, o estudo mostra que a logística consome, em média, 9,5% da receita líquida dos negócios brasileiros.
O segmento em que esses custos mais pesam é o da construção. Na outra ponta, tecnologia e telecomunicações registram a menor pressão sobre os custos.