
Um ex-comandante da Marinha foi condenado pela justiça argentina pelo naufrágio, em 2017, do submarino ‘ARA San Juan’.
Outros três acusados foram absolvidos. A decisão foi muito criticada pelos familiares dos 44 tripulantes que morreram.
O submersível adernou e implodiu no Atlântico Sul, em uma das maiores tragédias da Marinha Argentina.
O tribunal federal da província de Santa Cruz julgou o ex-comandante Claudio Villamide culpado de negligência e descumprimento dos deveres de funcionário público, enquanto outros três chefes navais foram absolvidos.
A corte condenou por unanimidade o ex-chefe da divisão de submarinos da Marinha de 62 anos, e lhe impôs uma pena condicional de três anos que, a princípio, evita sua reclusão.
O Ministério Público sustentou que Villamide não levou em conta ‘as condições deficientes de prontificação’ do submarino e por isso tinha pedido uma pena de cinco anos de prisão.
A ação, que representa as famílias das vítimas, 43 homens e uma mulher, tinha pedido penas de prisão para os quatro réus. Mas foram absolvidos os ex-capitães Luis Enrique López Mazzeo, Héctor Aníbal Alonso e Hugo Correa.
A defesa dos familiares das vítimas disse que a punição do tribunal é ‘insuficiente’ e assegurou que vai recorrer das absolvições e pedir penas mais severas.
Segundo a ação, a embarcação tinha iniciado sua missão de patrulha em frente à costa argentina sem estar em condições para a navegação. O submarino tinha uma restrição de imersão de cem metros porque tinha testes pendentes depois de cumprir os reparos de meia vida.
As causas do naufrágio continuam sem esclarecimento.
O submarino reportou uma falha e um princípio de incêndio causado por um curto-circuito na sala de baterias.
Em 15 de novembro de 2017, submergiu além dos 100 metros e implodiu.
Os destroços do submarino foram encontrados um ano depois a 500 km da costa argentina e a cerca de 900 metros de profundidade no Atlântico Sul, sem nunca terem sido resgatados.