A Jordânia afirmou nesta terça-feira que matou ‘mais de 20 combatentes do grupo Estado Islâmico’ em ataques na Síria após um atentado contra uma igreja. E acrescentou que um importante depósito de armas da organização foi destruído.
Mas Damasco considera a operação uma ‘violação inaceitável’ de seu espaço aéreo.
As autoridades jordanianas haviam prometido reagir com firmeza ao ataque sem precedentes contra os cristãos do reino, ocorrido na sexta-feira, quando homens armados abriram fogo durante um funeral e mataram nove pessoas, antes de fugir.
Após anunciar, na madrugada de segunda-feira, a detenção dos três atiradores, as autoridades da Jordânia executaram ataques aéreos no sul da Síria.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores sírio afirmou que ‘rejeita com a maior veemência os ataques jordanianos (...) assim como a violação e a incursão inaceitáveis no espaço aéreo sírio, sem qualquer coordenação prévia’.
Apesar das tensões, a Jordânia afirmou que deseja preservar suas relações com a Síria.