Os israelenses foram às urnas nesta terça-feira em eleições decisivas para o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A votação acontece à sombra dos três anos de guerras regionais desencadeadas pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, com questionamentos sobre a resposta do país e com a segurança como tema central da campanha.
Quase 7.300.000 pessoas podem votar, incluindo mais de 1.000.000 de jovens que vão comparecer às urnas pela primeira vez.
A eleição acontece em um momento em que Israel parece cada vez mais isolado no cenário mundial, após a devastadora campanha militar em Gaza, a construção de novos assentamentos e a violência de colonos na Cisjordânia ocupada, além de uma guinada à extrema direita e ao nacionalismo religioso.
As pesquisas mais recentes mostram Netanyahu empatado com seu principal rival, o centrista Gadi Eisenkot, um novato na política.
Netanyahu, de 77 anos, foi primeiro-ministro de Israel por 19 anos não consecutivos.
O hábil articulador político concentrou a campanha em suas credenciais na área de segurança, destacando a relação próxima com o presidente americano Donald Trump.
O anúncio do resultado pode demorar vários dias e é pouco provável que apenas um partido se aproxime das 61 cadeiras necessárias para obter maioria no Parlamento.
Estabelecer uma coalizão pode levar semanas ou meses e o país pode ter novas eleições em caso de fracasso nas negociações.