Com a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, adota uma postura pragmática e visa reorganizar o partido e centrar esforços na articulação para frear os planos de Davi Alcolumbre de se reeleger presidente do senado.
A avaliação interna é que o partido se mantém competitivo com planos de lançar o líder da oposição, Rogério Marinho, embora Alcolumbre esteja se movendo junto ao centrão para assegurar apoio. Aliados afirmam que o atual presidente está fortalecido na construção da maioria.
Interlocutores de Valdemar afirmam que houve chateação do presidente com a decisão de Flávio de sair do país. O dirigente, no entanto, se move para articular uma vitória que possa consolidar o PL como oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que pode render desafios de governabilidade ao petista no congresso nacional.
Aliados de Flávio veem na fuga para os Estados Unidos uma possibilidade de reduzir o poder de influência de Alcolumbre para se manter presidente do senado em 2027 e continuar segurando o processo de impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.