Quinta, 29 de Outubro de 2026
17°C 23°C
São Paulo, SP
Publicidade

Operação Stuart: Polícia Civil desarticula organização criminosa no Tocantins e investiga atuação de liderança em São Paulo

Grupo estabelecia regras para membros da facção que estavam presos em Paraíso do Tocantins, e agia em diferentes modalidades criminosas

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Tocantins
29/10/2026 às 15h23
Operação Stuart: Polícia Civil desarticula organização criminosa no Tocantins e investiga atuação de liderança em São Paulo
Elementos reunidos durante a investigação indicam que o suspeito exerceria influência sobre integrantes da facção presos em Paraíso do Tocantins - Foto: João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 29, a Operação Stuart, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por uma série de crimes em Paraíso do Tocantins, incluindo ataques violentos, cobranças ilegais de dívidas e tráfico de drogas. A investigação também apura a participação de um integrante da cúpula da facção, localizado no estado de São Paulo, que exerceria influência sobre as atividades criminosas no Tocantins.

A operação foi deflagrada pela 6ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (6ª Deic - Paraíso do Tocantins) e mobilizou equipes policiais no Tocantins e em São Paulo. Ao todo, foram expedidos pelo Poder Judiciário da Comarca de Paraíso do Tocantins cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, sendo quatro mandados de prisão e nove de busca em Paraíso do Tocantins, além de um mandado de prisão e três de busca na cidade de Cotia/SP.

Investigação

As investigações iniciaram em 2025, após a Polícia Civil identificar que integrantes de uma organização criminosa, mesmo custodiados, mantinham comunicação clandestina com comparsas em liberdade para coordenar atividades criminosas em Paraíso do Tocantins.

O trabalho investigativo revelou uma estrutura organizada da facção criminosa, com divisão de funções entre presos e pessoas em liberdade, responsáveis pelo cumprimento de ordens, punição de membros e continuidade das atividades do tráfico de entorpecentes.

De acordo com as investigações, os presos coordenavam o tráfico de drogas e a movimentação financeira do crime em Paraíso do Tocantins, com determinações repassadas às suas companheiras e demais familiares, também integrantes da organização criminosa, além de determinar punições visando manter a disciplina dentro da própria facção.

Liderança em São Paulo

A Polícia Civil também investiga a participação de um homem de 35 anos, identificado pelas iniciais R.P.S., residente em Cotia, no estado de São Paulo. Segundo as investigações, ele integraria um setor da cúpula da facção denominado “Sintonia da Fora do Ar” e “Pé Quebrado”, responsável por determinar punições aos membros da organização.

Os elementos reunidos durante a investigação indicam que o suspeito exerceria influência sobre integrantes da facção presos em Paraíso do Tocantins e em unidades prisionais de São Paulo, recebendo solicitações, autorizando ações e repassando determinações. A participação do investigado na estrutura criminosa segue sendo apurada pela Polícia Civil.

Tribunal do crime

Outro aspecto identificado durante as investigações foi a existência de um sistema próprio de punições, conhecido como “tribunal do crime”, utilizado pela organização para determinar sanções contra integrantes da facção e pessoas que descumprissem suas regras.

Conforme os elementos investigativos, o suspeito conhecido como R.P.S. atuaria como uma espécie de “juiz”, recebendo solicitações de integrantes presos e deliberando sobre a conduta dos membros da organização, inclusive quanto à aplicação de punições.

Entre as práticas identificadas estavam ameaças e punições que poderiam ser realizadas por meio de agressões físicas, chamadas pelos integrantes de “madeirada”, e até mesmo determinações de morte contra pessoas que descumprissem os comandos da organização criminosa.

O delegado Antonio Onofre Oliveira da Silva Filho, responsável pela investigação, a operação representa um importante avanço no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Tocantins.

“Essa investigação permitiu identificar uma ramificação da estrutura criminosa, desde os responsáveis pela execução das atividades ilícitas até a possível participação de um integrante da cúpula da organização, que atuava fora do estado. Com um trabalho técnico, de inteligência e de cooperação entre as forças de segurança, conseguimos aprofundar o conhecimento sobre diferentes níveis dessa organização e avançar na identificação de seus integrantes. A Operação Stuart demonstra que a Polícia Civil do Tocantins está preparada para enfrentar o crime organizado de forma qualificada, independentemente de onde estejam suas lideranças”, destaca o delegado.

Nome da operação

O nome Operação Stuart faz referência a uma expressão utilizada pelos detentos para identificar aparelhos celulares de tamanho reduzido, empregados na comunicação clandestina entre integrantes da facção. O termo faz alusão ao personagem do filme “O Pequeno Stuart Little”, em razão das pequenas dimensões dos equipamentos.

Força empregada

A Operação Stuart integra a Operação Protetor de Divisas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e contou com o apoio da Deic da Polícia Civil de São Paulo; da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote), 1ª Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc - Palmas), 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP - Palmas), 1ª Divisão Especializada de Repressão a Roubos (1ª DRR - Palmas), 61ª, 62ª, 63ª Delegacias de Polícia de Paraíso, 6ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (DEAMV - Paraíso do Tocantins); da Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins e do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope); e do Escritório Nacional Antifacção de São Paulo (ENA/SP), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Diopi/Senasp).

Operação Stuart cumpre mandados no Tocantins e em São Paulo - João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins
Operação Stuart cumpre mandados no Tocantins e em São Paulo - João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins
Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 29, a Operação Stuart, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa - João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins
Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 29, a Operação Stuart, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa - João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins
De acordo com as investigações, os presos coordenavam o tráfico de drogas e a movimentação financeira do crime em Paraíso do Tocantins - Divulgação PCTO
De acordo com as investigações, os presos coordenavam o tráfico de drogas e a movimentação financeira do crime em Paraíso do Tocantins - Divulgação PCTO
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Paulo, SP
20°
Chuviscos
Mín. 17° Máx. 23°
20° Sensação
11.27 km/h Vento
93% Umidade
100% (18.68mm) Chance chuva
05h22 Nascer do sol
18h17 Pôr do sol
Sexta
26° 18°
Sábado
24° 18°
Domingo
23° 17°
Segunda
22° 18°
Terça
27° 18°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,40 +0,89%
Euro
R$ 6,02 +0,93%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,12%
Bitcoin
R$ 461,586,75 -0,77%
Ibovespa
169,869,44 pts -0.66%
Publicidade
Publicidade
Enquete
...
...
Publicidade