Segundo Valdemar, ninguém no partido aprovou o conteúdo do documento.
Em declaração à imprensa, o dirigente também afirmou que Flávio não avisou ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que deixaria o Brasil. Valdemar declarou: “ele veio ver o pai, nem o bolsonaro sabia que ele ia”.
A carta foi publicada nas redes sociais nesta quarta-feira. No texto, Flávio questionou o resultado das eleições e se autointitulou “líder do Brasil”, sem reconhecer a vitória do presidente Lula.
Após a repercussão, o senador apagou a primeira versão e publicou outra, substituindo expressões como “verdadeiro presidente do Brasil” por “líder do Brasil”.
A viagem também gerou questionamentos porque Flávio deixou o país contrariando uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que o proibia de viajar ao exterior.
A postura do senador provocou reações de lideranças políticas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu o respeito ao resultado das urnas. União Brasil, PSD, PSDB e MDB também se manifestaram contra o conteúdo da carta.
Valdemar fez as declarações após visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal.
A repercussão preocupa a direção do PL, que teme prejuízos à imagem e à articulação política do partido.