O PL busca autopreservação com declarações públicas para afastar as suspeitas pelo senador Flávio Bolsonaro sobre as eleições que saiu derrotado
A sigla se movimenta, de forma pragmática, para virar a página e redirecionar a rota para a disputa de espaço dentro do Congresso Nacional, onde saiu fortalecida com a eleição de 121 deputados e com uma bancada no senado que pode chegar a 30 senadores em 2027.
Com isso, a ala ligada a Valdemar Costa Neto da sigla tem buscado contornar a ala radical e pode, na avaliação sob reserva de integrantes, acabar isolando Flávio Bolsonaro. O presidente do PL criticou publicamente a carta de teor golpista em que Flávio se autotitulava presidente eleito e que depois foi corrigida para o senador se declarar líder do Brasil.
Valdemar disse que não gostou da carta e Flávio não tinha gostado da posição do presidente da sigla de, na segunda-feira, soltar uma nota reconhecendo o resultado da eleição.
Mesmo o coordenador de campanha de Flávio, Rogério Marinho, não tem aderido ao discurso golpista. Líder da oposição no senado, o parlamentar nega que haja provas de fraude nas eleições.