O rombo parcial deste ano já supera, inclusive, o maior déficit registrado em um ano fechado. Em 2024, o resultado negativo foi de R$6,7 bilhões.
O déficit significa que os gastos dessas empresas foram maiores do que as receitas obtidas no período.
Um dos principais fatores que pressionam as contas é a situação dos Correios, que atravessam uma grave crise financeira. A estatal acumula 15 trimestres consecutivos de resultados negativos e registrou prejuízo de R$5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano.
Para tentar reverter o cenário, o governo autorizou os correios a ampliar sua atuação, com a oferta de seguros, títulos de capitalização e serviços de telefonia.
Segundo projeções do próprio governo, as empresas estatais federais devem continuar registrando déficits até 2030.
A instituição fiscal independente, ligada ao senado, também alerta para a deterioração da saúde financeira de parte dessas empresas e para o aumento dos riscos às contas públicas.