O Ministério Público da França abriu uma investigação por tentativa de homicídio após o lançamento de um coquetel molotov contra as forças de segurança durante uma manifestação realizada no sábado em Paris.
Centenas de milhares de pessoas voltaram às ruas da França pelo terceiro sábado consecutivo para protestar contra o aumento do custo de vida.
As mobilizações terminaram com episódios de violência em algumas cidades, incluindo a capital.
O Ministério do Interior informou que 779 pessoas foram detidas no âmbito dos protestos, número inferior ao registrado nas últimas semanas.
Além disso, 166 membros das forças de segurança ficaram feridos.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, qualificou como ‘tentativa de homicídio’ o ataque com coquetel molotov que deixou um agente ferido na capital francesa.
A líder de extrema direita Marine Le Pen, favorita para as eleições presidenciais do próximo ano, afirmou no X que os autores desse ataque contra as forças de segurança devem ser ‘punidos com a máxima severidade’.
Os estudantes franceses vão retomar na segunda-feira os bloqueios às escolas de ensino médio do país, apesar das medidas anunciadas pelo governo, consideradas insuficientes pelos organizadores do movimento.
A onda de protestos contra o aumento do custo de vida ganhou força após semanas de mobilização de alunos do ensino médio que denunciavam a deterioração das condições de ensino e a desigualdade.
A França, segunda maior economia da zona do euro, está à beira da recessão e enfrenta pressões para reduzir sua dívida pública, o que limita a capacidade do governo de atender às demandas estudantis por meio da ampliação dos gastos públicos.