Os americanos comparecem às urnas nesta terça-feira para renovar boa parte do Congresso em eleições de meio de mandato que são consideradas um referendo sobre a presidência do republicano Donald Trump.
A oposição democrata espera conquistar a maioria na Câmara dos Representantes e tem boas perspectivas para o Senado, que renova 35 de seus 100 nomes.
Se os democratas conseguirem pelo menos quatro das 35 cadeiras em disputa, voltariam a controlar todo o Congresso, o que poderia colocar em dificuldades o governo do republicano Trump, na reta final de sua presidência.
O magnata passou quase um mês inteiro em campanha, às vezes com vários comícios por dia, para as eleições legislativas de meio de mandato mais caras da história, com mais de 11 bilhões de dólares gastos.
Os democratas sonham com a revanche política após o duro revés que significou, em 2025, o retorno de Trump à Casa Branca, onde ele não deu trégua à oposição, com campanhas militares de êxito desigual na Venezuela e no Irã, cortes de impostos e dezenas de decretos presidenciais.
Trump tentou influenciar ao máximo os americanos, mas as principais preocupações dos eleitores, que são a economia e o custo de vida, aumentaram nos últimos meses.
O chefe de Estado enfrenta o pior índice de popularidade de um presidente em meio de mandato, com quase 70% de descontentes.