O porta-voz do governo argentino, Adrián Ravier, não respondeu, nesta terça-feira, se o presidente Javier Milei ajudou o senador Flávio Bolsonaro na passagem pelo país na fuga para os Estados Unidos.
"É irrelevante", alegou o porta-voz de Milei, em coletiva de imprensa, negando saber se o presidente argentino sabia que Flávio entraria no país. Segundo Ravier, o ex-candidato brasileiro entrou em território argentino de maneira formal, com documentos válidos.
O porta-voz de Milei também disse que não havia um pedido de captura internacional de Flávio.
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil na última terça-feira, passando pela Argentina. Após uma escala no Equador no dia seguinte, ele desembarcou nos Estados Unidos.
Uma fonte policial afirmou sob condição de anonimato que o documento utilizado pelo senador para entrar no país pela cidade argentina de Puerto Iguazú, na fronteira com Foz, foi o passaporte italiano do ex-candidato.
A esposa dele, Fernanda, e uma das filhas utilizaram passaportes brasileiros. E outra das filhas do senador usou o RG.
Segundo a imprensa argentina, o principal estrategista de Milei, Santiago Caputo, esteve pessoalmente no aeroporto de Puerto Iguazú para acompanhar o embarque de Bolsonaro rumo ao Equador. Até o momento, o governo Milei se restringiu a afirmar que o senador brasileiro passou pelo país regularmente.