Alemanha, Romênia e Reino Unido se somaram à lista de países europeus atingidos por ataques cibernéticos contra os sistemas de refrigeração de supermercados, que expuseram a vulnerabilidade da cadeia de abastecimento de alimentos na Europa.
A série de ataques começou em meados de outubro na França, onde centenas de estabelecimentos registraram aumentos anormais de temperatura em geladeiras e freezers.
Desde então, os incidentes se espalharam por pelo menos 12 países, entre eles Bélgica, Itália, Países Baixos, Suécia, Finlândia e Irlanda.
Os ataques, pelos quais ninguém assumiu a responsabilidade até o momento, obrigaram o descarte de grandes quantidades de produtos em diversos estabelecimentos.
A Comissão Europeia considera que os ataques visam perturbar o abastecimento alimentar e alertou sobre seu potencial impacto em serviços essenciais.
A Itália reuniu responsáveis pela inteligência e pela segurança cibernética, enquanto a Bélgica abriu uma investigação federal. No Reino Unido, o Centro Nacional de Segurança Cibernética confirmou vários casos de exploração de uma vulnerabilidade tecnológica.
As consequências já são visíveis na prática.
Na Sicília, quatro dos 300 supermercados operados pelo grupo Radenza tiveram que esvaziar suas prateleiras após perderem toda a mercadoria armazenada nos equipamentos afetados.
Para os especialistas, a rápida propagação dos ataques demonstra como uma vulnerabilidade tecnológica pode se tornar uma ameaça em escala continental para infraestruturas críticas e o abastecimento de alimentos.