
Os preparativos para receber a visita do papa Leão XIV agitaram o Cottolengo Don Orione, uma casa de caridade nos arredores de Buenos Aires.
Nesta minicidade com uma praça central, 16 alojamentos e oficinas para seus residentes, convivem 410 adultos com deficiência, muitos com necessidade de assistência permanente.
O papa vai visitar o local em 9 de novembro, durante a viagem à América do Sul que inclui também Uruguai e Peru.
Luciana Ponce, coordenadora das residências do Cottolengo:
“O Papa vai ter um encontro privado com as pessoas que vivem no lar Fernando Mixto, onde vivem 44 residentes de alta dependência, e vai ter o seu momento privado com eles”.
Enquanto técnicos preparam a instalação de câmeras para a transmissão oficial na capela que receberá o pontífice, os residentes estão na expectativa do encontro.
Esteban Campona, residente no Cottolengo Don Orione (29 s):
“Estou contente. Estou contente que o papa venha. Espero poder conhecê-lo, porque nunca conheci nenhum papa e espero que ele tenha uma linda recepção em Don Orione, no Cottolengo, em tudo o que é a Fundação. E espero que um dia ele se sinta como em casa”.
A visita de Leão XIV ao centro vai ocorrer em meio a um debate sensível na Argentina sobre a ajuda estatal para deficientes.
O governo do presidente Javier Milei propôs flexibilizar o regime de apoio às pessoas com deficiência, uma reforma que pacientes, organizações do setor e a oposição denunciam como um ajuste orçamentário disfarçado.
Em setembro, em um documento intitulado ‘A fragilidade que nos humaniza’, a Pastoral Social da Igreja Católica argentina questionou sobre a atenção à deficiência ser abordada unicamente sob uma perspectiva orçamentária.