Política NACIONAL
Campanha de Eduardo Paes pede investigação contra Douglas Ruas por supostas irregularidades eleitorais
Ação apresentada à Justiça Eleitoral aponta suspeitas de compra de votos, coação de eleitores e propaganda enganosa, além de pedir a cassação do registro ou diploma de Ruas; acusações ainda serão analisadas.
04/11/2026 16h18
Por: Redação - João Nagai Fonte: RBTV
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A campanha de Eduardo Paes acionou a Justiça Eleitoral para pedir a investigação de supostas irregularidades atribuídas a Douglas Ruas e à coligação Rio Real nas eleições de 2026. Protocolada em primeiro de novembro, a ação cita suspeitas de compra de votos e coação de eleitores, entre outras acusações, e pede a cassação do registro ou do diploma de Ruas.

O documento apresenta denúncias, registros policiais, reportagens e publicações em redes sociais como indícios para sustentar as alegações. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral e não representam, por si só, comprovação das irregularidades.

Segundo a ação, há quatro eixos principais de suspeita: distribuição de propaganda considerada enganosa, circulação de santinhos apócrifos, registro de votos nulos com o número 13 e suposta compra ou coação de eleitores.

Segundo a petição, a campanha de Ruas contratou a produção de 100 mil panfletos intitulados "Douglas Ruas - Evangélico", pagos com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

O material atribuía a Eduardo Paes posições favoráveis ao aborto, à liberação de drogas e a banheiros unissex, entre outros temas. Os advogados de Paes afirmam que as informações eram falsas e buscavam influenciar o eleitorado religioso.

A ação também questiona o panfleto "Rio Escolhe", que associava Paes ao então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva e destacava o número 13. Segundo a acusação, a propaganda poderia induzir eleitores a digitar 13 para governador, embora o número de Paes fosse 55.

A petição argumenta que 204.309 votos para governador foram anulados com o número 13. Ruas venceu no primeiro turno com 4.271.199 votos, ou 50,88% dos votos válidos, contra 3.706.984 de Paes, ou 44,16%.

Autores argumentam que, se esses votos tivessem sido destinados a Paes, Ruas teria ficado abaixo de 50% dos votos válidos e a eleição iria ao segundo turno.