
O recém-coroado campeão da Fórmula 1, o italiano Kimi Antonelli, afirmou nesta quarta-feira (4) que sonha em vencer o Grande Prêmio do Brasil para homenagear seu ídolo Ayrton Senna, cujo legado ele considera uma fonte permanente de inspiração dentro e fora das pistas.
"Se eu pudesse escolher uma corrida para vencer, seria esta, aqui no Brasil", afirmou Antonelli durante uma coletiva de imprensa em São Paulo.
"Seria maravilhoso conseguir uma vitória aqui e, no futuro, até mesmo conquistar um campeonato", disse o piloto da Mercedes, que, no último domingo, no México, se tornou o campeão mais jovem da história da F1, com apenas 20 anos.
O italiano explicou que Senna representa muito mais do que uma referência esportiva, destacando sua dimensão humana e seu compromisso com o Brasil.
"Sempre que puder, tentarei manter vivo o legado de Senna. Ele não foi apenas um grande piloto, mas também uma pessoa muito especial fora das pistas. O que ele fez pelo Brasil foi extraordinário", disse sobre o falecido piloto brasileiro.
Antonelli contou que teve a oportunidade de visitar a família do tricampeão brasileiro e ver de perto um de seus carros históricos, o de 1986.
"Seu legado continua extraordinariamente forte em todo o mundo, e me sinto muito feliz e privilegiado por poder usar o número 12", acrescentou, referindo-se ao número que utiliza em seu carro.
O piloto de Bolonha também disse que o ambiente que encontra no Brasil faz com que se sinta como se estivesse disputando uma corrida em casa.
"O apoio dos brasileiros tem sido incrível. Embora não seja uma corrida em casa, realmente parece ser", afirmou, destacando a paixão dos torcedores e o carinho que Senna ainda desperta.
Nesse sentido, celebrou a presença de dois pilotos brasileiros na pista e manifestou o desejo de poder competir com eles pelas primeiras posições no futuro.
"Eles merecem ter um carro rápido porque são muito talentosos", afirmou.
Antonelli disputará, no domingo, no circuito de Interlagos, em São Paulo, seu primeiro Grande Prêmio após ter se sagrado campeão da F1.
Com 380 pontos, 119 a mais que o holandês Max Verstappen, ele não pode mais ser alcançado na liderança nos quatro GPs que restam para o fim da temporada.
Além de sua admiração por Senna, o italiano falou sobre a evolução de sua mentalidade após passar por momentos complicados em sua trajetória.
O piloto reconheceu que, durante a temporada passada, chegou a se perguntar se tinha o nível necessário para competir na Fórmula 1.
"Me questionei muitas vezes se eu era, de fato, bom o suficiente para estar na Fórmula 1", contou.
Após analisar suas atuações durante o recesso de inverno, ele identificou a preparação mental como um dos fatores determinantes para melhorar seu desempenho.
"A maneira de encarar cada sessão fazia a diferença. Este ano, tentei manter sempre a atitude certa, focar no que é importante e, acima de tudo, desfrutar", explicou.
Antonelli também destacou o apoio de sua família e da equipe Mercedes para superar os momentos difíceis e ganhar confiança.
"Saber que você tem pessoas que o apoiam, e a quem pode recorrer quando passa por um momento complicado, traz confiança", afirmou.
Por fim, disse que deseja se tornar uma referência para os jovens que aspiram competir no automobilismo e transmitir valores como humildade, respeito e perseverança.
"Quero mostrar que a idade é apenas um número e que é possível conquistar qualquer coisa a que você se proponha", defendeu.