
O programa funcionava em Urupês e oferecia injeções para o tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A prioridade era para pacientes que aguardavam cirurgia para redução do estômago.
Apesar do apelido "Bolsa Mounjaro", a prefeitura não usava o medicamento original, mas uma versão preparada em farmácia de manipulação.
A fabricante do Mounjaro entrou na Justiça por suspeitar de compras em grande quantidade, sem receitas individuais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, exige regras específicas para esse tipo de preparação.
Segundo o Portal da Transparência, as compras somaram R$ 306 mil, com recursos de uma emenda do deputado federal Tiririca.
A prefeitura nega as irregularidades e afirma que cada paciente recebe medicação preparada com receita própria. A Justiça manteve a suspensão, com multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento. O município pretende recorrer, mas ainda não informou se oferecerá outro medicamento aos pacientes.