
O Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade gerenciada pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), colocou em funcionamento doisblast freezersadquiridos pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde. Os aparelhos são destinados ao congelamento rápido do plasma sanguíneo e representam um avanço tecnológico para o hemocentro.
O plasma é a parte líquida do sangue, de coloração amarelada, responsável por transportar células sanguíneas, nutrientes e proteínas pelo organismo. A partir dele, são produzidos medicamentos utilizados no tratamento de doenças como hemofilia, imunodeficiências, doenças autoimunes e problemas graves no fígado, entre outras condições.
O congelamento rápido e controlado permite preservar as propriedades biológicas do plasma, garantindo a qualidade do material destinado ao processamento. O hemocomponente excedente ao uso transfusional pode ser encaminhado ao fracionamento industrial, etapa que possibilita a produção de medicamentos hemoderivados, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação, essenciais ao tratamento de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A aquisição integra a estratégia nacional de modernização da Hemorrede Pública, que conta com investimento de R$ 116 milhões para a compra de 604 equipamentos, destinados a 125 serviços de hemoterapia em 22 estados brasileiros. No Hemose, os dois aparelhos passaram por instalação, qualificação térmica e validação de funcionamento. As equipes responsáveis também receberam treinamento, e todas as etapas necessárias para a operação foram concluídas.
Para a superintendente do Hemose, Fernanda Kelly Fraga Oliveira, a iniciativa fortalece a infraestrutura da unidade e amplia a participação de Sergipe na estratégia nacional de aproveitamento do plasma. “A entrada em funcionamento dos dois blast freezers representa um investimento estratégico para o Hemose e um avanço importante para a Hemorrede sergipana. Essa conquista fortalece nossa infraestrutura, contribui para o melhor aproveitamento do plasma doado e amplia nossa participação na estratégia nacional de produção de medicamentos hemoderivados para o SUS”, destacou.
