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Mestrado da Santa Casa alcança nota 4 na Capes e prepara criação de doutorado

Programa de pós-graduação já diplomou 147 mestres e aplica pesquisas diretamente no atendimento ao paciente do Sistema Único de Saúde

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Pará
06/11/2026 às 17h44
Mestrado da Santa Casa alcança nota 4 na Capes e prepara criação de doutorado
Foto: Divulgação

Pós-Graduação em Gestão e Saúde na Amazônia da Santa Casa já diplomou 147 mestres: pesquisas para o atendimento no SUS

O Programa de Pós-Graduação em Gestão e Saúde na Amazônia (PPGGSA), da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, obteve nota 4 na avaliação recente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Com 14 anos de atuação e 147 mestres diplomados em diversas áreas da saúde e gestão, a instituição na capital paraense consolida a relevância de suas pesquisas aplicadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e abre caminho para a proposta de implantação do inédito curso de doutorado.

Valéria Santos, coordenadora do programa de pós-graduação: nota na Capes reflete o compromisso com a gestão em saúde e redução de desigualdades na Amazônia

“Mais do que um reconhecimento, a nota 4 da Capes simboliza o compromisso coletivo da coordenação, docentes, discentes, egressos e gestores com a produção de conhecimento relevante, ético e socialmente comprometido, orientado à melhoria da gestão em saúde e à redução das desigualdades na Amazônia, e o resultado também sinaliza que o programa reúne condições objetivas de avanços para um novo patamar, que é a proposta de implantação do curso de doutorado”, ressalta a coordenadora do PPGGSA, Valéria Santos.

O curso de mestrado teve início em 2012 e, ao longo desse período, formou mestres de áreas da saúde, como medicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional, além de áreas afins à gestão e às políticas públicas, como administração, pedagogia e direito.

Gestão em saúde pública na Amazônia

A terapeuta ocupacional Fernanda Lobato integrou a última turma do mestrado da Santa Casa diplomada pelo programa e conta como se sentiu com a consolidação de um produto que passou a ser usado na prática profissional junto às crianças em tratamento de hemodiálise na instituição.

Fernanda Lobato: resultados para o tratamento humanizado

“Esse produto do mestrado encontra-se hoje implementado e em uso na assistência ao paciente; e para mim é a consolidação do conceito de tratamento humanizado, onde a técnica, segurança e qualidade do atendimento ao paciente são aplicados aliados a estratégias lúdicas, educacionais, contribuindo para o desenvolvimento adequado do paciente, o alcance de metas terapêuticas e a melhoria dos indicadores institucionais”, diz a egressa do mestrado.

Assim como Fernanda, muitos dos mestres formados pelo programa de pós-graduação estão vinculados à atenção à saúde, à vigilância em saúde, à regulação, ao planejamento e avaliação de políticas públicas, à docência no ensino superior e como preceptores em diferentes cenários de formação em saúde e também na gestão da saúde pública e privada, em hospitais, secretarias municipais e estaduais, fundações e autarquias públicas.

Valéria Santos ressalta que o programa tem uma importância estratégica para a qualificação do sistema de saúde regional, sobretudo por fortalecer a produção de conhecimento científico vinculado às necessidades concretas dos serviços e às especificidades do território amazônico. “Ao longo desses 14 anos, o PPGGSA/FSCMPA vem consolidando uma perspectiva de pesquisa aplicada, interdisciplinar e comprometida com o SUS, formando profissionais capazes de articular conhecimento científico, gestão, inovação e práticas de cuidado”, ressalta.

“Nesse sentido, o mestrado representa uma importante alternativa para o desenvolvimento da pesquisa na Amazônia, especialmente porque possibilita que os próprios profissionais dos serviços transformem problemas e experiências do cotidiano em objetos de investigação e em soluções com potencial de aplicabilidade. Ao longo dessa trajetória, temos construído uma produção científica comprometida com temas estratégicos para a saúde amazônica, estimulando a inovação, a melhoria da gestão, a qualificação da assistência e o fortalecimento do SUS”, pontua Valéria.

“Essa formação amplia não apenas a qualificação acadêmica, mas também a capacidade de análise crítica, tomada de decisão baseada em evidências científicas e intervenção qualificada nos processos de trabalho. O resultado é uma formação que repercute no profissional, nas instituições e, sobretudo, na qualidade da atenção à saúde ofertada à população amazônica”, enfatiza a professora.

Texto: Samuel Mota / Ascom Santa Casa

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