O governo Trump está lançando uma nova experiência tarifária.
Na quarta-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos informou que uma taxa de 25% será aplicada à maioria das importações oriundas do Brasil a partir de 22 de julho.
As tarifas atingem milhares de produtos, incluindo açúcar, máquinas agrícolas, vestuário, equipamentos elétricos, papel e aço.
Algumas exportações ficam de fora da medida, como carne bovina, café, mel orgânico e ferro-gusa.
A iniciativa marca a primeira ação da nova estratégia tarifária do governo Trump, baseada nas chamadas da Seção 301 sobre supostas práticas comerciais desleais.
Washington abriu quase 80 investigações desse tipo, e outros países poderão enfrentar medidas semelhantes.
Em uma publicação nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que o governo brasileiro 'não negociou de boa-fé' com os Estados Unidos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a medida não tem justificativa.
Segundo ele, o Brasil continuará diversificando suas parcerias comerciais e abrindo novos mercados para seus produtos.
A investigação norte-americana cita preocupações como o desmatamento ilegal e o sistema de pagamentos instantâneos Pix, que, segundo o relatório, prejudicaria empresas de cartões de crédito.
O Brasil rejeitou de forma veemente todas as afirmações.
O país também é alvo de uma outra investigação comercial dos Estados Unidos, com conclusão prevista para 24 de julho, que poderá resultar em tarifas adicionais.