Mesmo a uma grande altitude, é impossível não notar estas nuvens de fumaça.
Eles se espalharam pelo sudeste de Paris na segunda e terça-feira e foram documentados por imagens de satélites.
O motivo é um enorme incêndio na floresta histórica de Fontainebleau, região onde está localizado um dos mais famosos palácios reais da França.
Já há três dias, centenas de bombeiros têm lutado para conter as chamas que destroem a vegetação da área. Na terça-feira, aviões-tanque puderam ser vistos buscando água no rio Sena para combater o fogo.
Ao menos duas pessoas foram presas suspeitas de terem iniciado o incêndio.
Há dias na França e outras partes da Europa enfrentam temperaturas extremamente altas, que causam uma grande seca e alto risco de incêndios florestais.
De acordo com o monitor do clima da Reuters, a média das temperaturas máximas na Europa Ocidental foi de 29,4 °C na terça-feira, 6,3 °C acima da média sazonal máxima registrada para 14 de julho entre 1961 e 1990.
As maiores diferenças foram medidas na França e na Bélgica, com as máximas desviando em até 9,1 °C e 9,4 °C, respectivamente.
Segundo autoridades francesas, os incêndios florestais de 2026 já são os mais graves a atingir o país em muito tempo. Desde o início do ano, cerca de 32 mil hectares já foram queimados — mais do que em todo o período de 2025.
Os cientistas alertaram que as mudanças climáticas tornam as queimadas mais frequentes e mais difíceis de controlar.