Foi um cancelamento eventualmente no último segundo: a contagem regressiva já havia acontecido, mas o lançamento do foguete Starship, da SpaceX, não ocorreu.
O 13º voo de teste estava programado para quinta-feira, com a decolagem do foguete gigante de mais de 120 metros de comprimento, no Texas.
Com isso, a missão foi adiada por pelo menos 24 horas, enquanto a empresa investiga a causa do desligamento automático.
Em uma publicação no X, o chefe da SpaceX, Elon Musk, informou que alguns dos motores não foram acionados, o que desencadeou um cancelamento automático da descolagem.
Segundo ele, a próxima tentativa de lançamento deverá ocorrer, espera-se, dentro de alguns dias.
O cancelamento do lançamento ocorre após outra notícia negativa para a SpaceX.
Poucas semanas depois de sua comemorada estreia recorde na bolsa de valores, a empresa espacial de Elon Musk voltou à realidade de forma brusca.
A queda das ações para abaixo do preço de emissão de US$ 135 está investindo os investidores à prova.
Os papéis da SpaceX chegaram a cair para US$132 na quarta-feira, depois de terem disparado para até US$225 nos primeiros dias após sua estreia no mercado.
Segundo especialistas financeiros, isso reforça a tese de que a valorização das ações pode ter sido baseada em especulação e superaquecimento do mercado, e não em fundamentos sólidos.
De acordo com outros especialistas, porém, a avaliação elevada da SpaceX é justificada, embora a empresa tenha registrado cerca de US$5 bilhões em prejuízo no ano passado.
Isso porque sua participação de satélites, Starlink, gera lucros elevados.
Além disso, a SpaceX pode contar com contratos do governo dos Estados Unidos para lançamentos de foguetes.
O próximo teste para Musk e sua capacidade de manter os investidores confiantes serão os resultados trimestrais esperados para o início de agosto.
Caso os números mostrem um caminho claro para a lucratividade, as ações da SpaceX poderão retomar sua trajetória de alta, segundo os especialistas.