
O Exército dos Estados Unidos anunciou segunda-feira uma nova onda de bombardeios contra o Irã.
O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) informou que 'pela nona noite consecutiva, Washington iniciou uma nova série de ataques contra o Irã, no domingo', explicando que 'as experiências vão continuar degradando as capacidades militares iranianas usadas para atacar navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz'.
De acordo com as autoridades locais, a ofensiva deixou um morto e vários feridos em Tabriz e várias pessoas ficaram feridas na cidade de Urmia.
Teerã acusou os Estados Unidos de realizarem ataques em áreas povoadas, em particular em Bushehr, onde fica a única usina nuclear em funcionamento do país.
Segundo a república islâmica, a usina de Darkhovin, ainda em construção, também foi alvo de bombardeios.
Em represália, o Irã voltou a atacar nesta segunda-feira seus vizinhos Kuwait e Bahrein, aliados de Washington, ao mesmo tempo em que afirmou continuar suas conversas com os Estados Unidos através de mediadores.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã: "Fomos informados por mediadores, recebemos mensagens sem entrar em detalhes. Mas o ponto principal é que o aparato diplomático tem estado ativo nos últimos dias e ideias nos foram transmitidas por certos mediadores; isso está confirmado."
Segundo um comunicado da presidência do Irão, 'a realidade é que hoje a República Islâmica do Irão está mergulhada numa guerra em grande escala', acrescentando que é preciso 'ser realista e aceitar as consequências naturais dessa resistência'.