
Pelo menos quatro pessoas morreram em decorrência de fortes tempestades que atingiram o Chile.
A agência de proteção civil informou no fim de semana que dezenas de casas foram destruídas e que mais de 11.500 pessoas ficaram isoladas.
Centenas de milhares de residências ficaram sem energia elétrica.
Um forte sistema de tempestades provocou graves inundações nas regiões central e norte do país.
O Exército e a polícia vinham atuando de forma contínua nas operações de emergência.
Ao norte da capital, Santiago, soldados e bombeiros resgataram um motorista.
O veículo dele havia sido arrastado pelas enchentes para um rio de correnteza forte.
Na cidade de Illapel, soldados removeram lama das ruas e de residências.
“Na parte alta, os terrenos foram loteados e as pessoas construíram sem qualquer regulamentação. Isso prejudicou o escoamento da água e os cursos naturais. E nós somos as vítimas disso. Esta casa está toda perdida, praticamente.”
O Exército enviou um hospital de campanha móvel para a cidade de Ovalle.
No local, uma tempestade destruiu cinco das sete alas de atendimento médico.
Máximo Pavez, subsecretário do Ministério do Interior, explica a situação.
"O Ministério da Saúde estima que a reconstrução avançará lentamente. Por isso, dentro do contexto da emergência, essa situação justifica o apoio do Exército para garantir a assistência médica à população local."
As autoridades também retiraram moradores de áreas de risco nas cidades de Vallenar e Ovalle.
"Eu sou de Santiago. Quando era criança, vi neve lá. Mas tanta água assim, nunca."
Nas regiões de Coquimbo e Atacama, os níveis dos rios e córregos continuaram subindo.
Os Carabineros, a polícia militarizada chilena, usaram um helicóptero para resgatar uma família que havia se refugiado no telhado de sua casa em Monte Patria.
O governo chileno declarou preventivamente estado de emergência em dez regiões do país, medida que deve facilitar a mobilização das equipes de resgate e a coordenação das ações de ajuda.