
A Europa enfrenta a pior onda de calor já registrada e as altas temperaturas no continente têm se mostrado um risco mortal para muitos.
Em Roma, na Itália, a viúva Dina Gazzella, de 85 anos, mora sozinha, o que a coloca em uma situação vulnerável, sem ninguém por perto para oferecer ajuda imediata em caso de emergência.
Mesmo assim, a idosa afirmou que vive com tranquilidade porque, graças à tecnologia inteligente, alguém está cuidando dela.
Gazzella usa uma pulseira eletrônica que permite a uma equipe de assistentes sociais monitorá-la remotamente e antecipar quaisquer necessidades relacionadas à saúde.
O dispositivo acompanha sua frequência cardíaca, padrões de sono, detecta quedas acidentais e pode acionar socorro em caso de emergência.
Com as temperaturas de Roma se aproximando dos 40 ºC, as autoridades locais têm destacado que o dispositivo se tornou uma ferramenta essencial de saúde.
A psicóloga clínica Piera Pomente, que coordena um posto de apoio a pulseiras em uma farmácia local, exaltou o programa:
“Para os idosos, a pulseira é extremamente importante neste período de calor, especialmente porque eles sofrem quedas de pressão arterial e uma frequência cardíaca um pouco abaixo do normal. Eles realmente sofrem com o calor, e o dispositivo é essencial. Também notamos que está ajudando muito a mantê-los calmos apesar do calor excessivo e da transpiração intensa.”
O dispositivo, que é gratuito, faz parte de um programa de apoio aos idosos no valor de 456 milhões de euros, introduzido no ano passado pela prefeitura de Roma com recursos europeus pós-COVID.
Como parte do serviço, assistentes sociais ligam diariamente para verificar se as pessoas tomaram seus medicamentos, perguntar se estão conseguindo lidar com o calor, ou simplesmente oferecer uma conversa amigável para quem se sentir entediado ou solitário.
Embora alguns tenham reservas em relação à tecnologia por questões de privacidade, Gazzella reconhece sua importância:
“Eu tinha um gato, mas ele também morreu. Ele realmente pedia socorro, era um gato maravilhoso, mas agora nem ele tenho mais. Então, se eu me sentir mal, essa é a minha salvação, ou pelo menos é assim que vejo.”