Os incêndios na Amazônia brasileira caíram ao seu menor nível histórico em 2025, depois de terem atingido o maior no ano anterior.
É o que mostram dados divulgados nesta terça-feira pela rede de monitoramento ambiental MapBiomas.
O resultado, inédito desde o início dos registros em 1985, é uma boa notícia para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a menos de três meses das eleições em que o petista vai tentar um quarto mandato.
A maior floresta tropical do mundo havia atravessado uma situação crítica em 2024, quando 15,8 milhões de hectares queimaram em meio a uma seca histórica que favoreceu a expansão do fogo, iniciado por atividades humanas na maioria dos casos.
O Relatório Anual do Fogo mostra que o panorama se reverteu no ano passado, quando a Amazônia registrou 3,1 milhões de hectares queimados, a menor área afetada desde o início dos registros por satélite dessa rede que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia.
Segundo a MapBiomas, a queda dos incêndios na Amazônia foi “fora da curva” por conta de um atraso do período chuvoso de 2024 para 202, que impediu uma “janela ideal para ter a queima em alguns lugares” onde o fogo é usado para limpar terras agrícolas, e e um “fator psicológico” em comunidades afetadas pelos incêndios descontrolados de 2024 que, diante do temor de uma situação semelhante, “contribuiu ao controle do fogo”.
O relatório destacou que a queda dos incêndios no Brasil “interrompe uma sequência de anos de expansão do fogo e devolve o país a um patamar historicamente mais baixo de área queimada”.
A publicação também apontou, com base em dados oficiais, uma redução dos focos de fogo, levando à menor taxa de desmatamento na Amazônia da última década durante o primeiro semestre deste ano.
Em todo o Brasil, o balanço também foi positivo no último ano: a área queimada foi a mais baixa desde 2018, com um total de 12,7 milhões de hectares.