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Incêndios na Amazônia caíram a mínimo histórico em 2025
Depois de um ano marcado por incêndios recordes, a Amazônia brasileira registrou em 2025 uma queda histórica das queimadas, de acordo com um levantamento da MapBiomas, divulgado nesta terça-feira.
21/07/2026 11h38
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
Reuters Connect

Os incêndios na Amazônia brasileira caíram ao seu menor nível histórico em 2025, depois de terem atingido o maior no ano anterior.

É o que mostram dados divulgados nesta terça-feira pela rede de monitoramento ambiental MapBiomas.

O resultado, inédito desde o início dos registros em 1985, é uma boa notícia para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a menos de três meses das eleições em que o petista vai tentar um quarto mandato.

A maior floresta tropical do mundo havia atravessado uma situação crítica em 2024, quando 15,8 milhões de hectares queimaram em meio a uma seca histórica que favoreceu a expansão do fogo, iniciado por atividades humanas na maioria dos casos.

O Relatório Anual do Fogo mostra que o panorama se reverteu no ano passado, quando a Amazônia registrou 3,1 milhões de hectares queimados, a menor área afetada desde o início dos registros por satélite dessa rede que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia.

Segundo a MapBiomas, a queda dos incêndios na Amazônia foi “fora da curva” por conta de um atraso do período chuvoso de 2024 para 202, que impediu uma “janela ideal para ter a queima em alguns lugares” onde o fogo é usado para limpar terras agrícolas, e e um “fator psicológico” em comunidades afetadas pelos incêndios descontrolados de 2024 que, diante do temor de uma situação semelhante, “contribuiu ao controle do fogo”.

O relatório destacou que a queda dos incêndios no Brasil “interrompe uma sequência de anos de expansão do fogo e devolve o país a um patamar historicamente mais baixo de área queimada”.

A publicação também apontou, com base em dados oficiais, uma redução dos focos de fogo, levando à menor taxa de desmatamento na Amazônia da última década durante o primeiro semestre deste ano.

Em todo o Brasil, o balanço também foi positivo no último ano: a área queimada foi a mais baixa desde 2018, com um total de 12,7 milhões de hectares.