
Na quarta-feira, simpatizantes e opositores de Nicolás Maduro se reuniram em frente a um tribunal de Nova York, onde o presidente deposto da Venezuela e sua esposa compareceram a uma audiência.
Durante a sessão, Maduro e Cilia Flores foram informados por um juiz que seu julgamento será iniciado em 1º de junho de 2027. Os dois respondem nos Estados Unidos por acusações de tráfico de drogas.
O advogado de defesa do casal prometeu buscar a rejeição do caso, alegando que Maduro tem imunidade de processo por ser chefe de um Estado soberano.
Ebtesham Ahmed foi um dos organizadores do protesto em defesa do ex-presidente venezuelano.
“Estou aqui hoje para exigir a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores e para exigir que os Estados Unidos tirem as mãos da Venezuela. Os Estados Unidos não têm em mente o interesse do povo venezuelano. Tudo o que querem é o petróleo, querem os recursos naturais, é só isso que lhes interessa. Então nos solidarizamos com o povo da Venezuela e ficamos ao lado deles.”
Já Marian Corsino é uma venezuelana que há quatro anos vive em Nova York.
“Nós somos os verdadeiros venezuelanos, então não somos a favor de Maduro. Queremos que Maduro pague por todas as coisas que fez na Venezuela, por tudo que ele fez contra nós, venezuelanos, por seus crimes contra a humanidade, embora saibamos que ele não está sendo julgado por crimes contra a humanidade, mas por outras coisas, mas queremos que ele pague. Por isso estamos aqui, não apoiando Maduro, mas apoiando o que os Estados Unidos fizeram, e especialmente o presidente Donald Trump, que foi o único capaz de olhar para a Venezuela e para o que estava acontecendo no país.”
Em 3 de janeiro, militares norte-americanos capturaram Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, em sua residência fortemente guardada em Caracas durante uma operação noturna ordenada pelo presidente Donald Trump.
Eles então foram levados para Nova York, onde já haviam sido indiciados por acusações de usar seus cargos de liderança na Venezuela para facilitar carregamentos de cocaína.
Os dois se declararam inocentes.