
A Justiça britânica manteve em prisão preventiva, nesta terça-feira, o suspeito de ter matado a ex-deputada Ann Widdecombe, da direita conservadora, que recebeu 21 golpes de martelo na cabeça em sua residência, no sudoeste da Inglaterra, no dia oito de julho.
O assassinato desta mulher de 78 anos, porta-voz do partido anti-imigração Reform UK, reacendeu as preocupações sobre a segurança dos políticos, dez anos após o assassinato da deputada trabalhista Jo Cox.
Joshua Kerry, um britânico de 28 anos, morador de Rotherham, a quase 480 quilômetros do lugar onde Widdecombe morava, compareceu nesta terça-feira a dois tribunais de Londres, que marcaram provisoriamente a data do julgamento para 8 de junho de 2027.
O suspeito foi detido em 11 de julho, dois dias depois que o jardineiro de Widdecombe descobriu o corpo da política assassinada, na cozinha da casa dela, em Haytor, no condado de Devon.
As forças de segurança descartaram, inicialmente, uma motivação política, mas depois a polícia antiterrorista anunciou que assumiria a investigação e que se tratou de ‘um ataque seletivo’.
A ex-deputada conservadora estava almoçando quando o suspeito supostamente entrou em sua casa para atacá-la.
O suposto assassino é acusado de, em seguida, roubar a carteira da bolsa da vítima, antes de fugir de carro.
Segundo os elementos apresentados perante o tribunal, o assassino permaneceu por apenas dois minutos na propriedade.