
Nus e pintados nas cores do arco-íris, dezenas de voluntários posaram para o fotógrafo Spencer Tunick no domingo, em frente a uma catedral de Las Palmas, nas Ilhas Canárias.
Com o projeto, batizado de ‘Gran Spectrum’, o artista norte-americano buscou representar lésbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexuais, pessoas agênero e outras identidades que se desviam da heterossexualidade.
“Todos nós fazemos parte desse espectro colorido. Todos os corpos são iguais. Todas as mentes são iguais, todos os gêneros são iguais. Precisamos nos unir e aceitar todos os tipos diferentes de pessoas. O espectro é como um recife de coral, faz parte do ecossistema e nós simplesmente precisamos respeitar a natureza e ser fiéis à verdade.”
Com a obra, Tunick quis criar uma imagem coletiva de visibilidade, diversidade e presença compartilhada.
Além disso, segundo ele, durante o processo os próprios participantes se tornaram artistas.
Alejandro Medina foi um dos que se inscreveram para fazer parte do ‘Gran Spectrum’.
“A verdade é que foi uma experiência maravilhosa colaborar com um artista de renome internacional, e foi uma mistura, além da ideia de misturar tudo o que é LGBT, foi uma ideia de fundir cultura, fundir grupos sociais. A verdade é que foi uma experiência para repetir.”
Além da experiência, os voluntários também puderam levar para casa a edição limitada de uma das fotos tiradas por Tunick no projeto.