
A Paramount Skydance concordou em adiar sua fusão com a Warner Bros.
Discovery enquanto tramita uma ação movida por vários estados americanos, todos democratas, de oposição ao governo de Donald Trump.
Se o acordo for finalizado, a nova empresa resultante da fusão redefiniria a indústria do entretenimento e também representaria uma grande vitória para seus proprietários, a família Ellison, aliada do presidente americano.
Uma juíza federal da Califórnia havia determinado na última segunda-feira que as partes suspendessem temporariamente o acordo de US$ 110 bilhões cerca de R$ 560 bilhões.
A fusão também foi aprovada com condições na União Europeia, com a Paramount prometendo se retirar, no prazo de 13 meses após a aquisição, da sociedade de distribuição internacional de filmes UIP e assumindo o compromisso de não voltar a se associar à Universal durante dez anos.
Nos Estados Unidos, a petição dos 12 estados democratas sublinha que a empresa combinada passaria a controlar aproximadamente 27% da distribuição de filmes lançados em grande circuito e percentual semelhante do licenciamento de canais de TV a cabo.
Em um documento judicial, a Paramount concordou em adiar até junho de 2027 o mega-acordo, que o governo Trump aprovou em 12 de junho, abrindo caminho para uma das maiores fusões de mídia dos últimos anos.
A questão parece de especial importância para o republicano, que chegou a dizer publicamente que iria intervir no acordo, já que o destino da CNN uma rede de notícias que é alvo frequente da ira do presidente está em jogo.