
Fontes diplomáticas confirmaram que a Assembleia dos 125 Estados-membros do Tribunal Penal Internacional decidiu, nesta sexta-feira, destituir o procurador-geral Karim Khan.
Ele responde por agressão sexual contra uma integrante de sua equipe.
Khan deixou suas funções em maio de 2025 para se defender das acusações apresentadas por uma de suas colegas de trabalho, após a abertura de uma investigação no ano anterior.
Em uma votação sigilosa realizada durante uma reunião extraordinária a portas fechadas na sede da ONU em Nova York, 82 Estados-membros votaram a favor de destituir o britânico.
Eram necessários no mínimo 63 votos para sancioná-lo. Khan, de 56 anos, foi suspenso no mês passado pela Mesa da Assembleia dos Estados Parte, um órgão executivo crucial do TPI, composto por 21 membros, que convocou a reunião desta sexta-feira.
De acordo com o tribunal, suspensão ‘não é indicativa do resultado final’ do caso.
O procurador-geral já tinha sido afastado do processo emblemático do TPI contra o ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte por crimes contra a humanidade.
Khan ficou no centro das atenções quando pediu a detenção do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do ex-ministro da Defesa Yoav Gallant pela guerra em Gaza, assim como de vários membros do Hamas. Em represália, os Estados Unidos lhe impuseram sanções econômicas e proibiram sua entrada em território americano.