Em meio a uma série de crises políticas, Flávio Bolsonaro anunciou oficialmente sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Neste sábado, a convenção nacional do Partido Liberal confirmou o senador carioca nas eleições de outubro, em que vai enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição.
No palco estavam diversos aliados, representantes da extrema-direita nacional, muitos com a camisa amarela da seleção brasileira, que os apoiadores de Bolsonaro adotaram como símbolo.
Escolhido como sucessor por Jair Bolsonaro após o pai ter sido preso por tentativa de golpe de Estado, Flávio se apresenta aos eleitores como a chave da "mudança" para evitar um quarto mandato não consecutivo de Lula.
Apesar de ter conseguido empatar com Lula nas pesquisas em março, Flávio perdeu força com a revelação de mensagens em que o senador pedia dinheiro a Daniel Vorcaro, um banqueiro preso por um escândalo de fraude financeira.
Um atrito com a madrasta, Michelle Bolsonaro, fundamental para conectar o movimento de Bolsonaro com o eleitorado feminino e evangélico, também pode ter atrapalhado a imagem de Flávio.
Uma pesquisa publicada na sexta-feira pelo Datafolha apontava 43% das intenções de voto para o filho de Bolsonaro no segundo turno, contra 48% para Lula.