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Movimento das “Baratas” consegue forçar renúncia do ministro da Educação na Índia

Depois de quase uma semana de manifestações que desafiaram o governo de Narendra Modi, o ministro da Educação da Índia deixou o cargo. A renúncia foi comemorada pelos estudantes, que encerraram os protestos após o governo aceitar suas principais reivindicações.

Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
28/07/2026 às 11h23
Movimento das “Baratas” consegue forçar renúncia do ministro da Educação na Índia
AGENCIA FRANS PRESS

Os protestos estudantis na Índia contra irregularidades nas provas de vestibular, liderados pelo movimento das "Baratas", alcançaram uma vitória com a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.

Em uma publicação no X, ele afirmou: “para que a nação permaneça unida e os estudantes não se envolvam em problemas legais, podendo se concentrar em seus estudos e carreiras, decidi apresentar minha renúncia ao primeiro-ministro”.

O anúncio foi recebido com aplausos e vivas dos milhares de manifestantes que estavam acampados dia e noite desde segunda-feira em Jantar Mantar, no coração de Nova Délhi.

O Partido Popular das Baratas, que exige mudanças no sistema educacional após vários escândalos nas provas, reagiu imediatamente e anunciou o fim dos protestos depois de afirmar que o governo indiano aceitou todas as suas exigências.

O movimento, que foi lançado em maio e que desde então conquistou milhões de seguidores nas redes sociais, foi responsável pelas maiores manifestações na capital indiana dos últimos cinco anos, se tornando um dos maiores desafios ao primeiro-ministro hindu-nacionalista Narendra Modi desde que ele conquistou seu terceiro mandato em 2024.

Na segunda-feira, a polícia reprimiu com violência uma manifestação de jovens que marchavam em direção ao Parlamento para exigir a renúncia do ministro, usando cassetetes e gás lacrimogêneo, com centenas de feridos, entre manifestantes e agentes de segurança.

Os estudantes ficaram indignados com as irregularidades em massa ocorridas meses atrás durante o exame nacional de admissão às faculdades de medicina, que contou com a participação de mais de dois milhões de candidatos. 

Segundo a imprensa local, o cancelamento da prova levou ao suicídio de cerca de 20 estudantes. 

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