Os protestos estudantis na Índia contra irregularidades nas provas de vestibular, liderados pelo movimento das "Baratas", alcançaram uma vitória com a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan.
Em uma publicação no X, ele afirmou: “para que a nação permaneça unida e os estudantes não se envolvam em problemas legais, podendo se concentrar em seus estudos e carreiras, decidi apresentar minha renúncia ao primeiro-ministro”.
O anúncio foi recebido com aplausos e vivas dos milhares de manifestantes que estavam acampados dia e noite desde segunda-feira em Jantar Mantar, no coração de Nova Délhi.
O Partido Popular das Baratas, que exige mudanças no sistema educacional após vários escândalos nas provas, reagiu imediatamente e anunciou o fim dos protestos depois de afirmar que o governo indiano aceitou todas as suas exigências.
O movimento, que foi lançado em maio e que desde então conquistou milhões de seguidores nas redes sociais, foi responsável pelas maiores manifestações na capital indiana dos últimos cinco anos, se tornando um dos maiores desafios ao primeiro-ministro hindu-nacionalista Narendra Modi desde que ele conquistou seu terceiro mandato em 2024.
Na segunda-feira, a polícia reprimiu com violência uma manifestação de jovens que marchavam em direção ao Parlamento para exigir a renúncia do ministro, usando cassetetes e gás lacrimogêneo, com centenas de feridos, entre manifestantes e agentes de segurança.
Os estudantes ficaram indignados com as irregularidades em massa ocorridas meses atrás durante o exame nacional de admissão às faculdades de medicina, que contou com a participação de mais de dois milhões de candidatos.
Segundo a imprensa local, o cancelamento da prova levou ao suicídio de cerca de 20 estudantes.