O apoio da população dos Estados Unidos à guerra contra o Irã caiu para o nível mais baixo desde o início do conflito, há cinco meses.
De acordo com um levantamento divulgado na segunda-feira pela Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, apenas um terço dos norte-americanos apoia atualmente a operação militar.
Além disso, 69% dos entrevistados afirmaram acreditar que o presidente Donald Trump não explicou de forma clara os objetivos da intervenção.
Apesar disso, a aprovação geral de Trump subiu ligeiramente na pesquisa realizada no fim de semana, avançando três pontos percentuais para 37%.
A Casa Branca minimizou os resultados do levantamento.
Segundo a porta-voz Olivia Wales, Trump não toma decisões com base em oscilações nas pesquisas de opinião.
Ela afirmou que o principal objetivo continua sendo impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.
O próprio Trump também demonstrou indiferença aos resultados durante um evento no estado de Michigan.
“Vocês sabem, muitas pessoas eram contra essa guerra. 'Não queremos uma guerra como a da Venezuela. O que vocês estão fazendo? O que fizeram?' Depois que vencemos em cerca de 48 minutos, disseram: 'Ah, foi uma ótima decisão'. E exatamente a mesma coisa acontece agora com o Irã. Destruímos a Marinha e a Força Aérea deles. // Destruímos sua liderança e a maior parte da capacidade de produção de drones deles. Também destruímos sua capacidade de produção de mísseis. E agora mesmo eles estão conversando conosco sobre um acordo. Mas, se não tivéssemos agido com firmeza, não haveria negociações.”
Os Estados Unidos e o Irã suspenderam inesperadamente seus ataques militares diretos durante o fim de semana para explorar uma solução diplomática para o conflito.
Trump afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos estão envolvidos em ‘conversas muito profundas’ com o governo em Teerã.
Ao mesmo tempo, ameaçou adotar uma resposta militar severa caso a diplomacia não produza resultados.
A política externa impopular representa um desafio para Trump e para o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro, quando a legenda tentará manter suas estreitas maiorias nas duas casas do Congresso.