
Escombros carbonizados, foi apenas isto o que restou da casa em que Raphael Fohanno vivia com sua família em Biscarrosse, na França.
Os incêndios florestais devastadores que atingiram a costa atlântica francesa destruíram também o lar deles.
Na semana passada, os Fohanno precisaram ser retirados do local de helicóptero.
Já na terça-feira, Raphael, que tem 18 anos, pôde retornar.
“Ali, era a sala de estar. Tinha o sofá no canto, a televisão, uma mesa de centro, um vaso, a impressora e tudo mais.”
A família morou na residência por sete anos.
“Dói muito, muito mesmo. A gente se convence de que vai conseguir se recuperar, mas é como bater de frente numa parede. É brutal. Principalmente essa sensação de impotência, isso é o pior.”
Mais de 200 edifícios e mais de 40 mil hectares de terra foram destruídos pelas chamas na França.
Cerca de 220 mil pessoas precisaram ser retiradas de suas casas.
Já na vizinha Espanha, mais de 70 mil moradores deixaram seus lares.
Muitas vezes, não foi possível levar consigo seus animais de estimação.
Assim como em Biscarrosse, nas florestas ao redor da localidade de El Tiemblo, na região central da Espanha, muitos animais selvagens morreram nas chamas.
Apesar dos avanços no combate aos incêndios, o perigo ainda não passou.
Segundo dados do governo espanhol, ainda havia 10 incêndios florestais ativos no país.
Além disso, uma nova onda de calor chegou na quarta-feira à região, o que pode dificultar ainda mais o trabalho das equipes de combate ao fogo.