Economia INTERNACIONAL
De postos de gasolina a farmácias: Cuba abre economia à iniciativa privada
Sob forte pressão de Washington, Cuba anunciou nesta quarta-feira (29) a abertura de vários setores de sua economia à iniciativa privada, como postos de gasolina, farmácias e energias renováveis. A decisão ocorre poucas semanas depois de o Parlamento aprovar um pacote de medidas em favor da economia de mercado.
30/07/2026 11h12
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
AGENCIA FRANS PRESS

Cuba anunciou nesta quarta-feira a abertura de vários setores de sua economia à iniciativa privada.

Entre os segmentos incluídos estão: Distribuição de combustíveis, serviços farmacêuticos, terminais de passageiros e de cargas, instalações portuárias, importação de veículos, energias renováveis e operações de petróleo e mineração sob determinadas condições.

O governo da ilha reduziu o número de atividades proibidas às empresas privadas, após o Parlamento aprovar, em 18 de junho, um pacote de 176 medidas em favor de uma economia de mercado.

 Luis Sánchez, vendedor : "Isso é um passo importante do governo de Cuba. As pessoas com grande poder aquisitivo, assim como as pessoas que têm menor poder aquisitivo, vão ter a oportunidade de adquirir produtos necessários para sua família".

Ana Diego, motorista : "Vai ser algo chocante, porque estamos acostumados a ter os produtos subsidiados, com as coisas em um determinado lugar".

De acordo com a imprensa estatal, a assistência à saúde vai continuar como uma ‘responsabilidade do Estado’ e ‘a atividade médica permanece garantida à população cubana com serviços hospitalares gratuitos’.

A educação também será dever do setor público, embora haja uma abertura para creches, cursos de idiomas e aulas de reforço.

Outros setores que permanecem sob controle estatal são os meios de comunicação e a segurança.

 Maricel Oliva, aposentada : "Para mim, parece bom, porque vão responder com seriedade e garantir o negócio deles, que é o que importa. A ideia é que tudo funcione bem".

Os anúncios em favor de uma economia de mercado representam um ponto de inflexão histórico para Cuba e seu regime socialista de planejamento centralizado, que há meses enfrenta uma profunda crise.

O governo americano aplica uma política de máxima pressão sobre Cuba.

Ao embargo econômico em vigor desde 1962, os Estados Unidos acrescentaram um bloqueio petrolífero e uma série de sanções adicionais contra empresas e dirigentes cubanos.