Cuba anunciou nesta quarta-feira a abertura de vários setores de sua economia à iniciativa privada.
Entre os segmentos incluídos estão: Distribuição de combustíveis, serviços farmacêuticos, terminais de passageiros e de cargas, instalações portuárias, importação de veículos, energias renováveis e operações de petróleo e mineração sob determinadas condições.
O governo da ilha reduziu o número de atividades proibidas às empresas privadas, após o Parlamento aprovar, em 18 de junho, um pacote de 176 medidas em favor de uma economia de mercado.
Luis Sánchez, vendedor : "Isso é um passo importante do governo de Cuba. As pessoas com grande poder aquisitivo, assim como as pessoas que têm menor poder aquisitivo, vão ter a oportunidade de adquirir produtos necessários para sua família".
Ana Diego, motorista : "Vai ser algo chocante, porque estamos acostumados a ter os produtos subsidiados, com as coisas em um determinado lugar".
De acordo com a imprensa estatal, a assistência à saúde vai continuar como uma ‘responsabilidade do Estado’ e ‘a atividade médica permanece garantida à população cubana com serviços hospitalares gratuitos’.
A educação também será dever do setor público, embora haja uma abertura para creches, cursos de idiomas e aulas de reforço.
Outros setores que permanecem sob controle estatal são os meios de comunicação e a segurança.
Maricel Oliva, aposentada : "Para mim, parece bom, porque vão responder com seriedade e garantir o negócio deles, que é o que importa. A ideia é que tudo funcione bem".
Os anúncios em favor de uma economia de mercado representam um ponto de inflexão histórico para Cuba e seu regime socialista de planejamento centralizado, que há meses enfrenta uma profunda crise.
O governo americano aplica uma política de máxima pressão sobre Cuba.
Ao embargo econômico em vigor desde 1962, os Estados Unidos acrescentaram um bloqueio petrolífero e uma série de sanções adicionais contra empresas e dirigentes cubanos.