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Protetores dos corais no Japão correm para salvar recifes de ondas de calor
A região de Okinawa, no sul do Japão, abriga um dos locais de maior biodiversidade de corais do mundo, mas uma onda de calor marinha em 2024 resultou na morte de diversos organismos.
30/07/2026 11h41
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
AGENCIA FRANS PRESS

De simuladores de ondas de calor a projetos ecológicos, cientistas e ambientalistas tentam encontrar formas de recuperar e fortalecer os famosos recifes de coral ao largo de Okinawa, no Japão, atingidos pelo branqueamento provocado pelas mudanças climáticas.

A região subtropical no sul do país asiático abriga um dos locais de maior biodiversidade de corais do mundo, mas uma onda de calor marinha em 2024 resultou na morte de diversos organismos.

Com os oceanos do planeta registrando altas temperaturas e um forte El Niño previsto para este ano, especialistas temem que 2026 possa ser ainda pior para as colônias de pólipos e para a rica variedade de vida marinha.

Timothy Ravasi, professor da Okinawa Institute of Science and Technology Graduate University: “Antes de tudo, é algo gigantesco. Está acontecendo em todo o planeta. Isso significa que existe a chance de destruirmos todo o ecossistema, o ecossistema de recifes de coral. E por que precisamos evitar isso? Porque os ecossistemas de recifes de coral são os mais produtivos e biodiversos de todo o oceano. Há mais diversidade de animais e plantas em um recife de coral do que na floresta tropical”.

Em laboratórios, fileiras de tanques brancos cheios de água do mar abrigam criaturas como corais, mariscos e peixes em ambientes controlados para se parecerem com ecossistemas marinhos naturais.

Ao manipular a temperatura e os níveis de pH de cada tanque, os cientistas podem simular futuras ondas de calor e induzir o branqueamento de corais para ver como peixes e outros organismos se adaptam.

Timothy Ravasi, professor da Okinawa Institute of Science and Technology Graduate University : "Em 2024, aqui em Okinawa, tivemos uma onda de calor enorme, que durou muito tempo, e isso causou um branqueamento em massa dos corais.

A urgência existe porque, se não entendermos o que as mudanças climáticas ou o aquecimento e a acidificação dos oceanos fazem aos ecossistemas de recife de coral, corremos o risco de perdê-los para sempre.

E se prevê que os impactos das mudanças climáticas se intensifiquem até o fim do século, então precisamos agir agora”.

A região de Okinawa, um famoso destino de resorts, depende do turismo para mais de 80% de sua economia.

Mas a construção de hotéis, combinada com a pesca predatória e a poluição, agrava as ameaças que as mudanças climáticas já representam para os corais.

Para especialistas, o maior desafio é convencer as autoridades e os cidadãos do risco que os corais correm antes que seja tarde demais.