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Menopausa vai além das ondas de calor, alerta ginecologista

Sono ruim, alterações de humor, queda de libido, ganho de peso e névoa mental também marcam a transição, que reúne mais de 40 sintomas ligados à qu...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
30/07/2026 às 17h00
Menopausa vai além das ondas de calor, alerta ginecologista
Imagem do Magnific/The Yuri Arcurs Collection

Apesar de muitas vezes ser reduzida às ondas de calor, a menopausa, que causa a queda dos hormônios ovarianos, afeta praticamente todos os sistemas do organismo e pode se manifestar de dezenas de formas diferentes: insônia, alterações de humor, redução da libido, ressecamento íntimo, ganho de peso, dores articulares e a chamada névoa mental estão entre os sinais menos associados a essa fase, o que leva muitas mulheres a buscar diferentes especialistas sem identificar a verdadeira causa das queixas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das mulheres vivencia a menopausa entre os 45 e os 55 anos, período em que a perda da função ovariana e a redução do estrogênio passam a interferir no bem-estar físico, emocional e social. Além dos sintomas mais conhecidos, a OMS reconhece que a transição altera a composição corporal, eleva o risco cardiovascular e contribui para a perda de densidade óssea, o que favorece a osteoporose.

Ainda assim, boa parte das mulheres não recebe orientação adequada: um levantamento do instituto Ipsos apontou que 44% das brasileiras com sintomas da menopausa não realizam nenhum tipo de tratamento.

Sintomas que passam despercebidos

Segundo a Dra. Natália Parizi, médica ginecologista, existem mais de 40 sintomas atribuídos à queda dos hormônios ovarianos, e muitos deles são confundidos com estresse ou com o próprio envelhecimento. "A menopausa é uma transição que afeta praticamente todos os sistemas do organismo, e muitos sintomas passam despercebidos ou são atribuídos ao estresse", afirma.

Entre as queixas frequentes que raramente são associadas ao climatério, a médica cita dores articulares, pele seca, queda de cabelo, aumento da gordura abdominal e até zumbidos, manifestações que fazem muitas pacientes passar anos em busca de um diagnóstico.

Quando procurar ajuda

A dificuldade de reconhecer esses sinais é um dos principais obstáculos no cuidado da mulher na perimenopausa, fase de transição que antecede a menopausa. Para a ginecologista, é o conjunto de mudanças que deve chamar atenção, sobretudo entre os 40 e os 50 anos, quando alterações no ciclo menstrual passam a se somar a sintomas físicos e emocionais que antes não existiam.

"Eles não precisam ser incapacitantes para merecer atenção. Se começam a comprometer o sono, o desempenho profissional, os relacionamentos, a vida sexual ou o bem-estar, já existe indicação para uma avaliação médica", pontua.

Na prática clínica, três queixas se repetem com frequência, de acordo com a especialista: alterações do sono, névoa mental e sudorese noturna. A privação crônica de sono compromete a disposição, o humor e a produtividade, enquanto a dificuldade de concentração e os esquecimentos frequentes costumam gerar preocupação.

A médica esclarece que essas alterações cognitivas são comuns na transição e, na maioria dos casos, não indicam o início de uma doença neurodegenerativa. Os efeitos, no entanto, ultrapassam a esfera física e podem afetar a autoestima, o desejo sexual e as relações familiares e conjugais.

Cuidado individualizado

Por não ser uma doença, mas uma fase vivida de forma única por cada mulher, a menopausa exige acompanhamento personalizado. A definição da melhor estratégia considera a idade, o tempo desde a menopausa, a intensidade dos sintomas, o histórico pessoal e familiar, o risco cardiovascular, a saúde óssea e o perfil metabólico, além da rotina, do sono e dos hábitos de vida de cada paciente.

"Não existe uma única menopausa, assim como não existe um único tratamento", resume Dra. Natália Parizi. Quando indicada, a terapia hormonal segue como o tratamento mais eficaz para os sintomas, mas a decisão deve ser baseada na análise entre benefícios e riscos individuais.

A orientação da médica é que a menopausa seja encarada como uma oportunidade de investir na saúde futura, com a adoção de hábitos como a prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, o sono de qualidade e o cuidado com a saúde mental.

O acompanhamento periódico permite identificar precocemente fatores de risco e planejar estratégias de prevenção, favorecendo um envelhecimento mais ativo e com maior qualidade de vida.

Para saber mais, basta acessar: https://dranataliaparizi.com.br/

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