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Espanha suspende estado de emergência por incêndios perto de Madri
A Espanha suspendeu, nesta quinta-feira (30), o estado de emergência decretado por causa dos incêndios florestais na região de Madri. Mesmo com a nova onda de calor elevando o risco de novos focos, a situação permaneceu controlada, permitindo o fim da medida após uma semana.
31/07/2026 08h54
Por: Redação - Vinicius Fonte: AGENCIA FRANS PRESS
AGENCIA FRANS PRESS

A Espanha suspendeu, nesta quinta-feira, o estado de emergência declarado devido aos violentos incêndios florestais em torno de Madri, já que a área estava praticamente sem chamas.

Embora a chegada de uma nova onda de calor na quarta-feira tenha aumentado os temores de uma piora dos incêndios, a situação permaneceu estável e o governo espanhol decidiu cessar o estado de emergência, determinado há uma semana.

Pedro Sánchez, Primeiro-ministro da Espanha: “O Sistema Nacional de Proteção Civil decidiu aceitar a proposta de passar para o nível operacional 2, deixando assim o status de emergência. Acredito que esta seja uma notícia muito boa; é tranquilizadora e garante que a Unidade Militar de Emergência e o Sistema Nacional de Proteção Civil manterão, de fato, uma presença aqui em Ávila e, naturalmente, também na Comunidade de Madri.”

O incêndio em Ávila, o maior na Espanha desde que os registros começaram em 1961, queimou cerca de 50.000 hectares e quase se fundiu com o incêndio de Madri.

A maior preocupação agora é com o município de Formoselle, próximo à fronteira com Portugal.

O fogo consumiu milhares de hectares de pastagens e áreas arborizadas dentro do Parque Natural Arribes del Duero, levando as equipes de emergência a ordenar a retirada de 14 comunidades locais.

No sudoeste da França, bombeiros e moradores aguardavam ansiosamente a esperada queda das temperaturas e alguma chuva para ajudar a extinguir o pior incêndio florestal do país desde 1949.

Os bombeiros regionais se mostraram ‘razoavelmente otimistas’, já que o incêndio declarado há uma semana não se propagou além dos 42 mil hectares desde o fim de semana.

Este incêndio obrigou à retirada de mais de 220 mil pessoas da região turística próxima da cidade de Bordeaux, em plena alta temporada de verão, e destruiu cerca de 240 habitações.

A Europa tem sido atingida por sucessivas ondas de calor e uma seca severa este ano, que os cientistas atribuem às mudanças climáticas causadas pela atividade humana.

O calor extremo ressecou a vegetação que havia crescido durante os períodos chuvosos no início do ano, criando condições extremamente propícias a incêndios.