O presidente da Fifa, Gianni Infantino, era amplamente considerado favorito para conquistar mais um mandato, mas seu futuro no comando da entidade passou a ser alvo de questionamentos.
Isso, após o fracasso de uma proposta de levantar US$4,2 bilhões por meio de um novo órgão de direitos comerciais e o aumento da oposição de federações de futebol.
A repórter de esporte da Reuters Amy Tennery comenta a situação do dirigente.
"A reação a essa proposta de US$ 4,2 bilhões foi imediata e negativa. Muitas federações regionais, incluindo as poderosas entidades que comandam o futebol europeu e norte-americano, a Uefa e a Concacaf, expressaram forte insatisfação com a ideia e, na sexta-feira, ela foi completamente abandonada. // Mas isso não marcou o fim dos problemas de Gianni Infantino. Agora, o próprio cargo mais importante do futebol mundial está em risco. Havia uma expectativa generalizada de que ele estenderia sua presidência para o período entre 2027 e 2031."
Cinco federações nacionais europeias, incluindo a FA da Inglaterra, retiraram formalmente seu apoio à reeleição dele no Congresso da Fifa, no Marrocos, em março.
A federação da Dinamarca afirmou que, de qualquer forma, nunca votaria nele.
"A Reuters está acompanhando muitas consequências dessa história. Diversos países estão sinalizando falta de confiança em sua permanência no cargo ou retirando formalmente seu apoio. Por isso, acredito que começaremos a acompanhar possíveis sucessores."
Infantino, de 56 anos, ocupa a presidência da Fifa desde fevereiro de 2016 e disputará a reeleição no próximo ano.
Ele foi eleito sem oposição em 2019 e em 2023.